Presente sobretudo no Brasil, nos estados de Mato Grosso (Pantanal), Goiás (Rio Tocantins), Minas Gerais (médio São Francisco), Bahia (alto Rio Preto), sul do Piauí (Correntes) e do Maranhão, Pará (Transamazônica e leste do Estado) e Amapá (próximo ao Rio Amazonas).Encontrada também na Bolívia, próximo da divisa com o Brasil.
Gigante entre as araras, é considerada o maior representante da família em todo o mundo.
Habita em buritizais, florestas de galeria e cerrados adjacentes. Faz ninho em buritizeiros e outras árvores ocas, bem como em escarpas. Em 1988 a população total da espécie foi estimada em apenas 2500 indivíduos. Encontra-se ameaçada de extinção devido à destruição de seus hábitats e ao comércio ilegal, para servir como animal de estimação, principalmente no exterior. Conhecida também como arara-preta (Mato Grosso), arara-una ("una" significa "negro" em tupi) e arara-hiacinta.
ARARINHA AZUL
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Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Género: Cyanopsitta
Espécie: Spixii
Comprimento: 57 cm
Peso: 360g
Ameaçada de extinção
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Encontrada exclusivamente no Brasil. Originalmente a espécie ocorria no extremo norte da Bahia, ao sul do Rio São Francisco, na região de Juazeiro. Atualmente, porém, resta um único exemplar conhecido na natureza (um macho) e cerca de 20 em cativeiro.
Desde o início da década de 90 que há um projeto para a localização de outros indivíduos e a recuperação da espécie pela reintrodução na natureza daqueles atualmente em cativeiro. Entretanto, a tentativa de acasalamento do macho em liberdade com uma fêmea nascida em cativeiro, feita recentemente, não obteve sucesso.Também não foram localizados novos indivíduos. Assim, a espécie está praticamente extinta na natureza, situação provocada pelo comércio ilegal de aves raras, sobretudo para o exterior.
O hábitat natural da ararinha-azul é a caatinga seca e as florestas ciliares abertas de pequenos afluentes temporários do Rio São Francisco.
Alimenta-se de frutos e sementes, gostas de se empoleirar sobre as pontas dos galhos secos. Realiza migrações locais, quando frequenta também buritizais. A espécie fazia ninhos em grandes buracos nos troncos de árvores, principalmente em caraibeiras
ARARA AZUL E AMARELA
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Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Género: Ara
Espécie: Ararauna
Comprimento: 86 cm ;
Peso : 1040-1286g
Longevidade: + 60 anos
Maturidade: 5 a 6 anos
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Presente desde a Amazónia até o Paraná, sendo que antigamente chegava até Santa Catarina. Encontrada também do Panamá à Bolívia e Paraguai. É localmente comum na copa de florestas de galeria, várzeas com palmeiras (buritizais, babaçuais, etc.), interior e bordas de florestas altas. Migra em certas épocas do ano, em busca de alimento.
Não existe dimorfismo sexual. A fronte e a parte anterior da coroa têm cor esverdeada; a garganta e o bico têm cor negra; as auriculares, o peito e a parte inferior das asas são amarelas; o restante da plumagem tem cor azul-viva. Apresentam pele nua, nas faces, de cor branca e com pequenas penas negras, que formam riscas paralelas.
Vivem em casais ou em bandos de cerca de 20 indivíduos, nos quais os elementos de cada casal voam muito juntos. São aves muito ruidosas, o que pode ser uma fonte de irritação para a vizinhança. Durante os meses de Inverno, a maior parte das araras gosta de tomar banhos de chuveiro ou borrifador de plantas, certifique-se que as borrifa com água morna.
As araras não são as melhores imitadoras. É uma característica mais usual entre os papagaios cinzentos. No entanto, podem aprender a imitar muito bem a voz humana. Para que isso aconteça é necessária que estas aves tenham contacto com os seres humanos desde uma idade precoce. Embora as araras sejam excelentes voadoras, preferem frequentemente trepar e fazer acrobacias.
Proporcione a estas aves alimento especial para araras e papagaios. Dê-lhes regularmente frutos e bagas silvestres. Dê diariamente às aves algo para roer, como galhos de salgueiros frescos ou outros galhos de árvores de fruto.
ARARA CANGA
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Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Género: Ara
Espécie: macao
Comprimento: 85cm
Peso: 1060-1123g
Longevidade: 60 anos
Incubação: 24 a 25 dias
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Encontram-se desde o Sudeste do México ao Panamá, na Colômbia, na Venezuela, nas Guianas, no Leste do Equador, no Leste do Peru e no Norte do Brasil, da Bolívia e do Paraguai. Vivem em florestas húmidas das terras baixas e florestas de galeria em savanas, de preferência na proximidade de bancos de areia ou de clareiras com árvores altas. Na América Central, podem ser vistas em florestas de folha caduca ou de pinheiros.
Não existe dimorfismo sexual. A plumagem na cabeça, na região ventral, na parte superior do dorso, na parte inferior das asas e na cauda é vermelha; as grandes e médias supra-alares são amarelas marginadas de verde; as extremidades das asas e a região basal da cauda têm cor azul. Apresentam pele nua de cor branca, nas faces. O bico é claro na maior parte da mandíbula superior e negro na mandíbula inferior. A arara- canga (escarlate) é muito parecida com a arara-de-asa-verde (Ara chloroptera), mas esta última tem penas supra-alares verdes e possui pequenas penas vermelhas sobre a pele nua das faces, que formam um padrão estriado.
Vivem em casais ou em bandos de cerca de 20 indivíduos, nos quais os elementos de cada casal voam muito juntos. Por vezes, formam bandos mistos com a arara-vermelha ou arara-de-asa-verde (Ara chloroptera). São aves muito ruidosas. Realizam movimentos diários entre os locais de repouso e de alimentação. São frequentemente vistas, em bandos, sobre bancos de argila, ingerindo os sedimentos, mas ainda não é totalmente conhecida a razão deste comportamento (talvez a argila sirva para contrariar os efeitos tóxicos dos alcalóides presentes em algumas sementes de que se alimentam). Estas aves podem, ainda, realizar movimentos sazonais em função da disponibilidade local de alimento.
Alimentam-se de sementes, frutos, folhas, casca de árvore e flores de várias espécies da sua área de distribuição.
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